Web
Services 
Como e por que Aplicar
É evidente que nenhuma empresa existe
isolada. Todas têm obrigatoriamente relações
comerciais e este relacionamento é o motivo da existência
das mesmas. Então, devemos considerar que é mais do
que desejável que se criem mecanismos para que isto aconteça
da melhor forma possível, com velocidade e segurança.
Boa parte desta tarefa pode ser feita através de Web Services.
Vamos pensar talvez no caso mais óbvio:
gestão de estoques. Se utilizarmos Web Services para este
trabalho, podemos obter desde um simples "controle de estoque"
da geladeira doméstica, até de grandes varejistas,
por exemplo. Pode-se controlar o estoque dos alimentos de uma geladeira,
gerenciados automaticamente através do código de barras
(no caso de alimentos sem código de barras, é necessário
que se digite o código), e o Web Service instalado na geladeira,
equipada com Windows CE, leitora de códigos de barras e conexão
com Internet, solicita automaticamente ao supermercado de preferência,
os alimentos que estão com o "estoque" baixo na
data em que a pessoa tiver escolhido para regularização
do abastecimento da casa. Nada disso faz parte de um "admirável
mundo novo". A geladeira já existe na Europa e logo
a teremos no Brasil. Podemos ampliar este exemplo para bares, restaurantes
ou hotéis onde o sistema ao invés de simplesmente
comprar, vai poder fazer cotações, e efetuar a compra
no melhor fornecedor, utilizando Web Services e regras de negócio
muito simples.
Outro exemplo para o uso de Web Services seria
a cobrança bancaria. Hoje um título de cobrança
só pode ser pago em qualquer banco até a sua data
de vencimento, após isso somente no banco que deu origem
ao titulo junto à empresa. Este problema existe em virtude
de não termos até o momento uma forma dos bancos se
comunicarem de maneira rápida e segura, com regras comuns.
Se estabelecermos Web Services de cobrança entre bancos com
um padrão para que as instruções de cobrança
possam ser informadas com facilidade, todo o sistema se tornará
muito mais eficiente.
As questões deixam de ser tecnológicas
e passam a ser políticas. O problema passa a ser somente
de entendimento entre as partes envolvidas. Os preços, tanto
dos equipamentos, quanto dos softwares envolvidos, são acessíveis.
A relação custo beneficio passa a ser totalmente favorável.
Bem, se já estamos neste ponto, o que
precisamos fazer para cumprir nossa parte como desenvolvedores?
Quando pensamos em nos comunicarmos com qualquer
tipo de empresa, temos necessidade de pensar em uma forma de trabalhar
com um grande número de plataformas. Para cada plataforma
tem-se tradicionalmente criado seus próprios protocolos,
geralmente de natureza binária, para integração
máquina-para-máquina (não aplicativo-para-aplicativo).
Como resultado, aplicações que trabalham entre plataformas,
geralmente apenas compartilham os dados. Com o reconhecimento dessas
limitações, houve um "empurrão" para
formação de um formato padrão para troca de
dados. Esse "empurrão" nos impulsiona para uma
visão que rapidamente nos envolve em um novo paradigma da
computação: a "seamless". Uma rede integrada
de serviços além das barreiras tradicionais de hardware
e software.
No coração dessa visão está
o conceito de operabilidade conjunta, ou seja, a capacidade de sistemas
diferentes se comunicarem e compartilhar dados "seamlessly",
sem estarem ligados entre si. Este é o objetivo dos Web Services.
Um Web Service é uma aplicação lógica,
programável, acessível, que usa os protocolos padrão
da internet, para que se torne possível a comunicação
transparente de máquina-para-máquina e aplicação-para-aplicação.
Para desenvolvermos um Web Service utilizamos
tecnologias pensadas sob esta visão, como o SOAP (Simple
Object Access Protocol), WSDL (Web Service Description Language),
e HTTP (HyperText Transfer Protocol), usadas para passar mensagens
através das máquinas. Através desses dutos
de informação levaremos soluções inteligentes
de web-services implantadas para a sua empresa desenvolvendo aos
seus negócios.
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